{"id":130,"date":"2024-10-12T14:24:35","date_gmt":"2024-10-12T17:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/isimm.com.br\/?p=130"},"modified":"2024-10-13T19:57:46","modified_gmt":"2024-10-13T22:57:46","slug":"manejo-axilar-no-cancer-de-mama-evolucoes-e-controversias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/isimm.com.br\/?p=130","title":{"rendered":"MANEJO AXILAR NO C\u00c2NCER DE MAMA: EVOLU\u00c7\u00d5ES E CONTROV\u00c9RSIAS"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O manejo axilar no c\u00e2ncer de mama continua sendo um tema de discuss\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Com a busca por descalonamento dos tratamentos e redu\u00e7\u00e3o de toxicidades, diversos estudos t\u00eam investigado formas mais seguras e eficazes de tratar pacientes com neoplasias mam\u00e1rias, especialmente aquelas com tumores pequenos e axila clinicamente negativa. Este texto explora as principais estrat\u00e9gias e estudos que influenciam as decis\u00f5es cl\u00ednicas atuais, como o NSABP B04, Sound Trial, e NSABP B51, destacando as pr\u00e1ticas recomendadas e os dilemas persistentes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Historicamente, o estudo NSABP B04 foi um marco para o manejo do c\u00e2ncer de mama, comparando a efic\u00e1cia da radioterapia e da cirurgia para o controle local da doen\u00e7a. Este estudo demonstrou que a radioterapia pode ser t\u00e3o eficaz quanto a cirurgia para controle de met\u00e1stases axilares em determinados casos, estabelecendo um precedente para o uso mais conservador de interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas em pacientes com axila positiva\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recentemente, o Sound Trial e outros estudos t\u00eam explorado a possibilidade de omitir a bi\u00f3psia do linfonodo sentinela (BLS) em pacientes com tumores pequenos (menores que dois cent\u00edmetros) e axila clinicamente negativa. O Sound Trial sugere que, em pacientes com ultrassom axilar negativo, especialmente aquelas com perfis tumorais luminais e idade avan\u00e7ada, \u00e9 seguro evitar a cirurgia axilar, desde que haja um seguimento rigoroso e adequado. Essa abordagem visa reduzir a morbidade associada \u00e0s cirurgias axilares, que podem causar linfedema e outras complica\u00e7\u00f5es\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O estudo NSABP B51 surge como uma investiga\u00e7\u00e3o crucial na decis\u00e3o de omitir a radioterapia em pacientes que alcan\u00e7am resposta patol\u00f3gica completa na axila ap\u00f3s quimioterapia neoadjuvante. Em cen\u00e1rios onde o linfonodo inicialmente positivo \u00e9 tratado e n\u00e3o apresenta sinais de doen\u00e7a residual ap\u00f3s a quimioterapia, o estudo busca avaliar a seguran\u00e7a de evitar a radioterapia. No entanto, ainda existem reservas quanto \u00e0 ado\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica at\u00e9 que a publica\u00e7\u00e3o oficial do estudo seja conclu\u00edda, refor\u00e7ando a necessidade de cautela e discuss\u00e3o multidisciplinar\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paralelamente, a iniciativa Choosing Wisely recomenda a omiss\u00e3o de abordagens axilares em pacientes idosas (acima de 70 anos) com tumores de bom progn\u00f3stico. Contudo, na pr\u00e1tica cl\u00ednica, a aplica\u00e7\u00e3o dessa diretriz \u00e9 vari\u00e1vel, com muitos cirurgi\u00f5es optando por individualizar a conduta de acordo com a performance cl\u00ednica da paciente e outras caracter\u00edsticas tumorais, como o perfil molecular e o tamanho do tumor\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outro estudo relevante, o ACOSOG Z0011, mostrou que a bi\u00f3psia do linfonodo sentinela \u00e9 suficiente para algumas pacientes, sem a necessidade de dissec\u00e7\u00e3o completa dos linfonodos axilares, o que pode reduzir a morbidade cir\u00fargica sem comprometer a seguran\u00e7a oncol\u00f3gica. Esse resultado refor\u00e7a a tend\u00eancia de descalonamento dos tratamentos cir\u00fargicos, mantendo a efic\u00e1cia terap\u00eautica em casos selecionados\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 tamb\u00e9m o uso controverso da clipagem de linfonodos antes da quimioterapia neoadjuvante. Alguns especialistas veem a clipagem como uma ferramenta essencial para localizar linfonodos comprometidos e avaliar a resposta ao tratamento. No entanto, outros argumentam que, com o uso de t\u00e9cnicas avan\u00e7adas, como a dupla marca\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel reduzir a taxa de falso negativo e garantir um manejo eficaz, independentemente da clipagem\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por fim, as discuss\u00f5es sobre a radioterapia continuam centrais, especialmente ap\u00f3s a quimioterapia neoadjuvante. A decis\u00e3o de irradiar ou n\u00e3o a axila depende da resposta cl\u00ednica e patol\u00f3gica, como observado no ICARO Trial, que avaliou a omiss\u00e3o da linfadenectomia em pacientes com c\u00e9lulas tumorais isoladas, apresentando resultados promissores. Estudos como esses s\u00e3o essenciais para refinar o tratamento de pacientes com c\u00e2ncer de mama, equilibrando efic\u00e1cia e qualidade de vida\u200b.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DR IDELFONSO CARVALHO \/ MASTOLOGISTA \/ CRM 9198 \/ RQE 5403<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O manejo axilar no c\u00e2ncer de mama continua sendo um tema de discuss\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Com a busca por descalonamento dos tratamentos e redu\u00e7\u00e3o de toxicidades, diversos estudos t\u00eam investigado formas mais seguras e eficazes de tratar pacientes com neoplasias mam\u00e1rias, especialmente aquelas com tumores pequenos e axila clinicamente negativa. 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