{"id":5,"date":"2024-01-22T13:22:59","date_gmt":"2024-01-22T16:22:59","guid":{"rendered":"http:\/\/isimm.com.br\/?p=5"},"modified":"2024-10-13T19:54:20","modified_gmt":"2024-10-13T22:54:20","slug":"cariri-news-um-blog-com-noticias-interessantes-sobre-vida-saudavel-e-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/isimm.com.br\/?p=5","title":{"rendered":"A hormonioterapia pode substituir a cirurgia em idosas?"},"content":{"rendered":"\n<p>A revis\u00e3o sistem\u00e1tica realizada pela Cochrane em 2017 analisou sete ensaios cl\u00ednicos para comparar a terapia end\u00f3crina prim\u00e1ria com a abordagem de cirurgia seguida de hormonioterapia no tratamento do c\u00e2ncer de mama em pacientes com mais de 70 anos. Este estudo \u00e9 particularmente relevante devido \u00e0 sua abrang\u00eancia e ao foco na popula\u00e7\u00e3o idosa, um grupo demogr\u00e1fico importante na oncologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ensaios cl\u00ednicos inclu\u00eddos na revis\u00e3o envolveram um total de 1076 pacientes, proporcionando uma amostra significativa para an\u00e1lise. A principal descoberta foi que houve uma sobrevida livre de doen\u00e7a maior no grupo tratado com cirurgia, indicando que a remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica do tumor seguida de hormonioterapia pode ser mais eficaz em prevenir a recorr\u00eancia da doen\u00e7a em compara\u00e7\u00e3o com a terapia end\u00f3crina prim\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a revis\u00e3o tamb\u00e9m constatou que n\u00e3o havia diferen\u00e7a significativa na sobrevida global entre os dois grupos. Isso sugere que, embora a cirurgia possa oferecer melhores resultados em termos de sobrevida livre de doen\u00e7a, ela n\u00e3o necessariamente se traduz em uma extens\u00e3o da sobrevida global para todos os pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses achados, a Cochrane concluiu que a hormonioterapia prim\u00e1ria \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para pacientes com tumores com receptores hormonais positivos que n\u00e3o desejam se submeter \u00e0 cirurgia ou que t\u00eam condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que contraindicam a opera\u00e7\u00e3o. Esta conclus\u00e3o \u00e9 significativa, pois oferece uma alternativa menos invasiva para pacientes que, por v\u00e1rias raz\u00f5es, podem n\u00e3o ser candidatos ideais para a cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a revis\u00e3o da Cochrane destaca a import\u00e2ncia de considerar as prefer\u00eancias do paciente e as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas na escolha do tratamento para o c\u00e2ncer de mama em pacientes idosos. Ela refor\u00e7a a no\u00e7\u00e3o de que a terapia end\u00f3crina prim\u00e1ria pode ser uma escolha apropriada para certos pacientes, equilibrando efic\u00e1cia e qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O ensaio cl\u00ednico conduzido por Fennessy et al., publicado em 2004, fornece informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre o tratamento do c\u00e2ncer de mama em pacientes idosos. Este estudo focou na compara\u00e7\u00e3o do tempo para falha de tratamento entre duas abordagens: uso de tamoxifeno como terapia prim\u00e1ria versus a combina\u00e7\u00e3o de cirurgia seguida de tamoxifeno. A pesquisa incluiu 455 pacientes com mais de 70 anos, que foram randomizados em dois grupos e acompanhados por um per\u00edodo extenso de 12 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados deste estudo revelaram que o tempo at\u00e9 a falha do tratamento foi significativamente menor no grupo que recebeu apenas tamoxifeno. Al\u00e9m disso, este grupo estava associado a uma maior taxa de mortalidade geral e mortalidade espec\u00edfica por c\u00e2ncer de mama. Essas descobertas indicam que, embora o tamoxifeno seja eficaz, ele pode n\u00e3o ser t\u00e3o eficiente quanto a abordagem combinada de cirurgia seguida de terapia com tamoxifeno, em termos de prolongar o tempo at\u00e9 a falha do tratamento e reduzir a mortalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto interessante observado no estudo foi que as curvas de sobrevida entre os dois grupos de tratamento n\u00e3o mostraram diferen\u00e7a significativa nos primeiros tr\u00eas anos. Isso sugere que para pacientes com expectativa de vida limitada, o tamoxifeno como terapia prim\u00e1ria pode ser uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel. Essa infer\u00eancia \u00e9 particularmente relevante para a pr\u00e1tica cl\u00ednica, pois oferece uma alternativa de tratamento menos invasiva para pacientes que podem n\u00e3o ser candidatos ideais para cirurgia devido a sua sa\u00fade geral, idade avan\u00e7ada ou outras comorbidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, o estudo de Fennessy et al. destaca a import\u00e2ncia de considerar a expectativa de vida e as condi\u00e7\u00f5es gerais do paciente ao escolher o tratamento para o c\u00e2ncer de mama em idosos, enfatizando que o tamoxifeno sozinho pode ser adequado para pacientes com uma expectativa de vida mais curta, enquanto a combina\u00e7\u00e3o de cirurgia e tamoxifeno pode ser prefer\u00edvel para aqueles com uma expectativa de vida mais longa e condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para a cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>O ensaio cl\u00ednico GRETA, realizado em 2003, foi uma pesquisa significativa na \u00e1rea de oncologia, especialmente no tratamento do c\u00e2ncer de mama em pacientes idosos. Neste estudo, foram randomizados 474 pacientes com mais de 70 anos em dois grupos distintos para comparar duas modalidades de tratamento: um grupo recebeu apenas tamoxifeno, enquanto o outro grupo foi submetido \u00e0 cirurgia seguida de tamoxifeno.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do estudo GRETA revelaram que houve uma maior taxa de progress\u00e3o da doen\u00e7a no grupo que recebeu somente tamoxifeno, em compara\u00e7\u00e3o com o grupo que foi tratado com cirurgia seguida de tamoxifeno. No entanto, \u00e9 importante notar que n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa em termos de sobrevida global entre os dois grupos, independentemente da extens\u00e3o da cirurgia realizada.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o principal do ensaio GRETA foi que, para pacientes idosos com c\u00e2ncer de mama, a abordagem de tratamento mais apropriada parece ser a realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia m\u00ednima, seguida de hormonioterapia com tamoxifeno. Esta conclus\u00e3o \u00e9 especialmente relevante pois oferece uma dire\u00e7\u00e3o clara para o tratamento de c\u00e2ncer de mama em uma popula\u00e7\u00e3o mais velha, equilibrando efic\u00e1cia e qualidade de vida, ao sugerir que procedimentos cir\u00fargicos menos extensivos, combinados com hormonioterapia, podem ser uma estrat\u00e9gia eficaz e menos invasiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento do c\u00e2ncer de mama em pacientes idosos requer um plano de tratamento personalizado baseado na condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de cada paciente. Para aqueles em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, com mais de 70 anos, tratamentos cir\u00fargicos convencionais, como mastectomia ou cirurgia conservadora seguida de radioterapia, s\u00e3o considerados apropriados e eficazes. Esta recomenda\u00e7\u00e3o se baseia na efici\u00eancia desses procedimentos em termos de sobrevida global e controle local do tumor, al\u00e9m do baixo risco de complica\u00e7\u00f5es associadas. No entanto, para pacientes idosos n\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 cirurgia, devido a comorbidades ou expectativa de vida reduzida, a individualiza\u00e7\u00e3o do tratamento \u00e9 crucial. Nesses casos, a hormonioterapia prim\u00e1ria surge como uma alternativa vi\u00e1vel, controlando a doen\u00e7a com um perfil de risco reduzido.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A hormonioterapia \u00e9 frequentemente usada no tratamento de certos tipos de c\u00e2ncer de mama, especialmente aqueles que s\u00e3o horm\u00f4nio-receptivos, como os tumores luminais. No entanto, se ela pode substituir a cirurgia depende de v\u00e1rios fatores, incluindo o est\u00e1gio e as caracter\u00edsticas espec\u00edficas do tumor, bem como a sa\u00fade geral e prefer\u00eancias do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, a hormonioterapia pode ser usada como tratamento neoadjuvante (pr\u00e9-cir\u00fargico) para diminuir o tamanho do tumor, o que pode tornar a cirurgia menos extensa ou at\u00e9 mesmo possibilitar uma cirurgia conservadora da mama. Em outros casos, particularmente em pacientes mais velhos com comorbidades significativas que os tornam inadequados para cirurgia, a hormonioterapia pode ser usada como a principal modalidade de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante notar que a decis\u00e3o de usar hormonioterapia em vez de cirurgia deve ser tomada por uma equipe de especialistas em oncologia, levando em considera\u00e7\u00e3o todos os aspectos do caso do paciente. Recomenda-se a discuss\u00e3o com um oncologista para entender as melhores op\u00e7\u00f5es de tratamento para casos espec\u00edficos de c\u00e2ncer de mama luminal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revis\u00e3o sistem\u00e1tica realizada pela Cochrane em 2017 analisou sete ensaios cl\u00ednicos para comparar a terapia end\u00f3crina prim\u00e1ria com a abordagem de cirurgia seguida de hormonioterapia no tratamento do c\u00e2ncer de mama em pacientes com mais de 70 anos. 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